Inda ontem o telefone na cabeceira a dizer-me às 06h da manhã que estavas pra nascer ali no Hospital de Ribeira Grande. Inda ontem o nervosismo - o medo, outra vez, caramba! -, o primeiro choro, o primeiro banho, o primeiro arroto, o primeiro pupú na minha camisa que exibi ali nas ruas de Povoação como um moço doido. Os primeiros passos, a primeira queda do baloiço (ali em Ponta do Sol, lembras-te?), o primeiro tropeço, a primeira angústia - e desespero! - por te saber distante numa cama de hospital com a tua primeira febre...
Inda ontem as primeiras letras, a primeira carta que me escreveste - e que trago comigo ainda na carteira como o melhor dos meus tesouros! -, os primeiros livros sobre a tua mesinha de cabeceira. Inda ontem...
E agora, minha princesinha, assim quase que de repente, descubro-te assim:
("Patrícia" - foto de PD)
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6 comentários:
Grande Paulino!!!Pois é...o tempo voa msm...el@s fertilizam,nascem crescem num piscar de olhos...!!
Parabéns e felicidades
Alô Ivan,
Thanks pela visita e pelo coments!
É verdade, não é...
Um abraço,
Paulino
Pois é meu caro amigo, o tempo voaaaa e tão depressa que as vezes, quando damos conta ja estamos de bengala rsrsrs, lindona a tua filhota... vais ter mto trabalho pella frente :))))
Paulinho
A minha já vai fazer 4 aninhos e tou de boca aberta, imagino tu, com essa quase mulher a porta.
Muitos parabens
Eis o assombro, e o deslumbramento. Afinal o milagre da vida não se explica. Limitamo-nos a aceitá-lo com espanto. Uma das tentativas mais conseguidas que conheço é este poema do Eugénio de Andrade inserto num dos seus livros mais belos, “O outro nome da terra”, e que aqui partilho contigo/convosco:
Para que estrela estás crescendo,
filho, para que estrela matutina?
Diz-me, diz-me ao ouvido,
se é tempo ainda,
eu e essa nuvem, essa nuvem alta,
de irmos contigo.
Que não vos faltem alegrias.
ZCunha
Thanks pela visita e pelo belo poema, ZCunha!
Um abraço,
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