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quarta-feira, 23 de março de 2011

E por falar em declaração de IUR...

88 dias
ou
2,9 meses

foi o que tive de trabalhar em 2010 apenas para pagar imposto de renda ao Estado (IUR)... E nesta conta não entra ainda o IVA que pago sobre o pãezinho da padaria, o combustível do carro, a conta de luz, etc. Nem o imposto de selo sobre a prestação da casa, a taxa ecológica sobre a garrafinha de água...

Não sou contra pagar impostos, obviamente. Mas - porra! - quando me dirigir a um hospital público quero ter um tratamento decente (eu é que pago), quando precisar da Polícia quero que apareçam em tempo útil (eu é que pago), quando for a uma instituição pública gostaria de ao menos receber um sorrisinho de nada (eu é que pago), quando precisar de educação de qualidade para a minha filha quero tê-la (eu é que pago), quando tiver necessidade de ser atendido por um servidor público, gostaria de ser recebido com um mínimo de educação e humildade (eu é que pago)...

Façam as vossas contas também. Por uma cidadania mais activa!

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terça-feira, 22 de março de 2011

Uma perguntinha ao Dr. José Maria Neves

A história: Um cliente da nossa empresa PD Consult, investidor europeu, está interessado em desenvolver em parceria com um emigrante de origem caboverdeana (que quer aproveitar as políticas de estímulo ao investimento emigrante no país) um ambicioso projecto em São Vicente, com uma frota de 10 pequenos navios para pesca submarina desportiva e passeios turísticos, com o objectivo de explorar o potencial dos mares da região norte para este tipo de actividade turística. O projecto exigirá a contratação e formação de 50 trabalhadores que, por política da empresa, deverão ser maioritariamente nacionais para reduzir custos de expatriação. Igualmente, os nossos empresários querem discutir com o Governo uma parceria público-privada visando criar condições logísticas especiais de apoio à sua frota no Porto Grande, mas também a outros navios de recreio que demandem o arquipélago.

Agora, a perguntinha: poderá me dizer V. Excia. com quem devemos discutir este projecto no novo Governo?
a) Com o Ministro do Turismo, Indústria e Energia? (Envolve actividade turística)
b) Com o Ministro das Infraestruturas e Economia Marítima? (Envolve investimento no Porto Grande + actividade marítima)
c) Com o Secretário de Estado dos Recursos Marinhos? (Envolve pesca submarina)
d) Com a Ministra das Comunidades? (Envolve regresso de emigrante investidor)
e) Com o Ministro das Relações Exteriores? (Envolve relações económicas com a UE)
f) Com a Ministra do Ambiente? (Envolve actividade com impacto ambiental)
g) Com a Ministra do Emprego, Juventude e Desenvolvimento de Recursos Humanos? (Envolve emprego jovem e formação profissional especializado)


A história não é verídica. Mas vai acontecer muitas vezes (espero!), e temo ter dificuldades em orientar da melhor forma os passos dos nossos pobres investidores neste matagal. É que ainda estou um bocado confuso com a estrutura deste novo Governo, e perguntar não ofende, né...


(Foto copiada algures da internet)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Eu e o gerador do vizinho: uma história de amor... (3)


Hoje o dia começou ma-ra-vi-lho-sa-mente, pessoal! Assim logo pela manhãzinha, e como que para dar mais poesia à minha relação amorosa com o gerador do vizinho, o meu quarto de dormir foi graciosamente inundado por um "delicioso" insenso. Um fdp... quer dizer, um cidadão qualquer resolveu queimar um monte de lixo atrás do meu prédio e o fumo... quer dizer, o incenso quase todo foi parar ao meu quarto. Ah!, como é bom este acordar na cidade, num bairro supostamente residencial, no coração de Palmarejo, com o fumo de lixo queimado a entrar-nos pelas narinas! Que perfume, meu Deus!!! Até fiquei ansiosamente à espera das 08h00 (que é quando ligam o gerador do vizinho, meu objecto de desejo) para saborear o quadro. Melhor dizer: o bacanal. Suruba das boas aqui neste Palmarejo nosso. Fxxxx-nos os ouvidos, fxxxx-nos as narinas, fxxxx-nos os olhos, fxxxx-nos o silêncio necessário. Assim, brutal, sem pedir licença, sem camisinha sequer, caramba! Enfim, quer mais o quê desta vida, moço?!

Claro está, não é a primeira vez. Nas vezes anteriores, quando ainda pensava inocentemente que ser portador de um BI de Cidadão Nacional e ser cumpridor dos meus deveres para com o Fisco e as Leis dava-me direito a alguma tranquilidade, ingenuamente chamei a Polícia (que não apareceu), chamei os Bombeiros (que não apareceram, ou se apareceram foi meia hora depois no mínimo, quando já deveria ter saído para catar os três-por-dia - afinal tenho que pagar impostos, sabem...), enfim, bradei a Deus / na noite escura e fria / e lá no Céu sem luz / (nem) Deus ouviu minha agonia... epá!, peraí que já vou com poesia de novo... Um fulano quando está enamorado fica assim todo romântico e sonhador eheheheheh.

O meu vizinho (o do gerador) não tem nada a ver com este meu outro concidadão (o do fumo de lixo queimado). Nem acredito que seja uma conspiração para me lixarem o sossego.... Também vou tomando nota, of course. Para não me esquecer de enviar um bilhetinho de agradecimento "a quem de direito" nas próximas eleições autárquicas, por me proporcionarem (ou permitirem) tão deliciosos momentos... Momentos tão românticos (música & incenso), momentos que me deixam arrebatadoramente cheios de te(n)são... Para não me esquecer, dizia.

Quem me convida o almoço hoje? É que fico tão emocionado com o cheiro a fumo... quer dizer, a incenso made in lixo, que imagino ir encontrar ainda lá em casa, que nem queria lá ir para não estragar o encanto...!


(Foto copiada algures na internet)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Imagens sem palavras (1)

João Branco,
Empreste-me o teu refrão, para perguntar:


"Que legenda para esta imagem?"




("............" - foto de PD)


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sábado, 5 de março de 2011

Eu e o gerador do vizinho: uma história de amor... (2)

Poxa, quase que me estragam o Sábado: acaba de me dizer a empregada (com um brilho de felicidade no olhar, não sei porquê...), que esta manhã esteve avariada por cerca de meia hora a minha querida (a máquina). Paixão da minha vida, tempêr de nha catchupa, sal de nha tucim, corda de nhá violão... Quase que morria de alegr... quer dizer, de tristeza, com esta notícia, caramba...! Imaginem se a coisa se avaria irremediavelmente? E morre assim sem mais nem menos, sem se despedir, sem um adeus??! Nãaaaaa....! Sou um pecador mas o Homem lá em cima não me ia castigar desta forma tão desumana!


Hoje estou empolgado, cantarolando pelos cantos, pensando em mil e uma formas de demonstrar à minha amada máquina geradora a dimensão do meu afecto. Pensei em fazê-la uma surpresa com um banho perfumado a dois (i.é., um balde de água com perfume, jogada da janela...), pensei em oferecer flores (flores de papel compradas ali na Grande Muralha - com uma chamazita de amor intenso a aflorar nas pontas...), pensei até em convidá-la a um passeio romântico para visitar o magnífico Salão Nobre da Câmara Municipal (com uma pequena paragem de duas horas no Gabinete Técnico)... Ai ai ai ai, como fica mole o coração de um homem apaixonado... O que me aconselham, hein?


Have you ever really loved a machine? Dizia-me agora o Bryan Adamns...


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Eu e o gerador do vizinho: uma história de amor... (1)

Depois de mil tentativas de falar com "quem de direito", continua a porra do tal gerador debaixo da minha janela. Por isso, decidi mudar de estratégia: vou me apaixonar pela coisa. Sério!!! No stress, portando. A partir de hoje, e até que a "morte" nos separe, estarei perdidamente apaixonado pela máquina geradora (para ficar no feminino) do meu vizinho... Ela, que também caída de amor pelos meus ouvidos, me acorda ternamente às 08h00 de uma manhã de Sábado. Ela que me acompanha carinhosamente o dia inteiro, que me sussurra continuamente um romántico heavy metal ao ouvido, que me provoca um tal estado de euforia que mal consigo me conter em casa... Adoro esta coisa, meus caros, adoro!

sexta-feira, 4 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

A voz dos outros (6)


"(...) A cultura não é apenas importante para o homem. O homem é cultura. Ao subtrair a cultura da vida humana a pessoa torna-se um animal banal como outro qualquer. Portanto, promover a cultura é promover o homem. É uma praxis humanista. Não promover a cultura é negar a existência humana, reduzindo o homem à condição de animal de capoeira. (...)"


Ler texto completo aqui. Brilhante, meu caro Olavo, brilhante!!!


("Caminhos da fé" - foto de PD)

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