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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Béééééé!

Acreditem-me, há um cabrito no meu prédio. Algures entre o 3º e o 4º andar, em pleno coração de Palmarejo… Béééééé!


O berro entrou-me assim quarto adentro hoje logo de manhãzinha por volta das 06h05, um pouquinho depois de o despertador acordar-me para o meu banho no Quebra Canela. Bééééééé. Entre a modorra do sono ainda, primeiro imaginei estar lá no planalto de Fajã Domingas Bentas em Santo Antão. Mas não, dei por mim a pensar, faz duas semanas que regressei da ilha e além do mais meu velho deixou de criar cabras diazá. Se calhar é o rádio que deixei ligado em cima da mesinha de cabeceira e devem ser os moços do Backstreet Boys a berrarem com os olhinhos melados de ternura olha o bódeeeeeeee, bééééééééé! Também não, não são os Backstreet Boys. A realidade veio entrando assim crã: é deveras um cabrito. Justo aqui no prédio, caramba…


Bééééééé! Béééééé!


10 comentários:

MS - Mnininha d'Soncente disse...

Ahahaha...há quem diga que cada um tem o acordar que merece! ;)...Mas pensemos pelo lado positivo. Tens a natureza dentro do prédio!!!
Bjs

Paulino Dias disse...

Oi, MS,

Boa perspectiva esta, valeu! Olha, eu sempre disse a brincar que a ter animal de estimacao em casa, seria um leitaozinho ou um cabrito: assim se eu me cansar deles, ao menos passo-os na frigideira! Vai ver que um dos meus vizinhos levou-me a serio e resolveu seguir a dica, eh eh eh...

Abraco, bom dia para ti.
Paulino

Eurídice disse...

Oi Lino

Há um livro muito engraçado do Manuel Rui, intitulado "Quem me Dera ser Onda", uma novela deliciosa que crítica o estado das coisas numa Angola da década de oitenta. Engraçado é que a família do Diogo resolve criar um porco no seu apartamento, num prédio com elevador e tudo. Claro, na linha da tua sugestão, o porco terminou na frigideira, um protesto da família do Diogo contra o peixe-fritismo...

É de rir e chorar por mais.


Deixo aquí uma breve nota de síntese desta novela:

«Na família Diogo cada vez mais se desenhava diferença de atitude em relação a Carnaval da Vitória. Os dois miúdos tratavam o porco como membro da família. Limpavam o cocó dele, davam-lhe banho e, todos os dias, passavam nas traseiras do hotel a recolher dos contentores pitéus variados com que o bicho se jiboiava. O suíno estava culto, quase protocolar. Maneirava vénias de obséquio com o focinho e aprendera a acenar com a pata direita, além de se pôr de papo para o ar à mínima cócega que um dos miúdos lhe oferecesse na barriga. Pai Diogo aferia o porco de maneira diferente. Para ele era tudo carne, peso, contabilidade no orçamento familiar...»

Paulino Dias disse...

Alo, Eury, qui tal?

Thanks pela sugestao, so de ler o trecho ja fiquei com agua na boca!

Abraco,
Paulino

Salim disse...

LOL @ Paulino. "Algures entre o 3º e o 4º andar". Essa matou a charada.

Hahaha... Béééééé!

Paulino Dias disse...

Salim,

Acredita que ainda estou a tentar certificar-me de onde vem este tao bucolico Beeeeeeee!?

Bali,
Paulino

velu disse...

Paulino,
não me admiro nada! Ano passado vivi a mesmissima situação no prédio onde vivo! Tive de gramar (eu e toda a vizinhança circundante) os estafermos dos béeessss do animal, até lhe darem um destino, que desconfio tenha sido a panela mesmo!
Ninguém merece!

Paulino Dias disse...

Velu,

Espero que ao menos te tenham convidado para a "vinganca"...

Abracos, thanks pela visita!
Paulino

Eileen disse...

Paulino, não pedes solução, mas eu ofereço-a generosamente: descobre os donos e ameaça-os imediartamente: ou vocês dão-me uma parna deste bicho quando o matarem, ou vou imediatamente à MDR...

Paulino Dias disse...

Eileen,

Boa sugestao! Vai ver que o estao a engordar para a ceia do Natal eh eh eh.

Thanks pela visita.

Paulino